Ponto de Equilíbrio Financeiro

Entender não apenas conceitos financeiros, mas também suas devidas aplicações no mundo dos negócios, é essencial para manter uma empresa funcionando com boa saúde financeira. Com essa capacitação, os gestores de uma companhia serão capazes de impulsioná-la e desenvolvê-la quando o momento for propício e de assegurar certa estabilidade até em momentos de crises, apontando caminhos e melhorias para contorná-las.

Ponto de equilíbrio

Bastante utilizado no mercado, o ponto de equilíbrio é visto como um dos principais indicadores a respeito da quantificação do sucesso de uma organização, por isso é importante que se tenha conhecimento sobre ele. O termo também pode aparecer em inglês como break even.

O ponto de equilíbrio na verdade se refere ao momento em que a empresa está operando sem prejuízos, mas também não há lucros, ou seja lucro igual a zero. Uma análise desse ponto de equilíbrio auxilia os empresários a saberem em que momento seu produto ou serviço cobrirá custos fixos e variáveis para a partir dali obter lucro. Para além disso, uma boa interpretação do ponto de equilíbrio também ajuda no estabelecimento da precificação da mercadoria, que levará a empresa a pagar seu custo próprio e ultrapassá-lo, visto que a lucratividade é o objetivo da criação de uma organização.

Não é uma tarefa simples manter ganhos e despesas balanceados, por isso é essencial que os sócios tenham conhecimento sobre o ciclo de vendas da empresa e entendam quando ela atinge seu ponto de equilíbrio e quando começa a lucrar.

O ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio financeiro assim como o ponto de equilíbrio, também se destina a apresentar a lucratividade de uma determinada organização, mas possui um diferencial: para encontrá-lo é necessário remover da fórmula os ganhos e despesas contabilizados que não representam desembolso ou entrada de caixa. Assim, o indicador fica compatível com o caixa.

Esses custos e receitas mencionados acima são referentes a amortização e depreciação, bem como provisões, ou seja, custos que diminuem a lucratividade em termos de contabilidade, mas não há saída de caixa. Se o gasto não sai do caixa, o ponto de equilíbrio financeiro não o considera, sendo possível perceber qual a venda necessária para que o lucro seja zero, mas é uma análise que visa apenas o curto prazo, não preparando os empresários e a companhia para imprevistos, troca de maquinário etc.

Ponto de Equilíbrio Financeiro
Ponto de Equilíbrio Financeiro

E o cálculo?

Ao calcular o ponto de equilíbrio financeiro podemos utilizar a seguinte fórmula:

PEF = (Gastos Fixos – Gastos não Desembolsáveis) / Margem de Contribuição

Ao analisar a fórmula o ponto de equilíbrio financeiro (PEF), entendemos que se faz necessário encontrar a margem de contribuição para depois obter o resultado do PEF.

Vamos exemplificar utilizando uma empresa fictícia de quadros cujo preço de venda é de R$20 a unidade. Nessa empresa, os custos variáveis por unidade são de R$16, sendo que por ano os custos fixos totalizam R$36 mil, dos quais R$8 mil se refere a depreciação. Essa companhia tem um patrimônio líquido de R$100 mil, com uma taxa mínima de atratividade de 10% ao ano.

A margem de contribuição diz respeito ao preço da venda menos gastos variáveis, ou seja, o valor que a unidade vendida deixará para pagamento de despesas fixas.  Veja:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

Como o preço da venda é de R$20, mas o custo variável por unidade é de R$16, a margem de contribuição unitário é de R$4. Percentualmente falando, a margem de contribuição no caso dessa empresa é de 20% do preço de venda por quadro. Tendo a margem de contribuição, conseguimos descobrir o PEF em unidade ou valor.

Obteremos o PEF retirando os gastos não desembolsáveis (R$8 mil) dos gastos fixos (R$36 mil) e dividindo o resultado pela margem de contribuição unitária de R$4. Veja:

PEF = (R$ 36.000,00 – R$ 8.000,00) / R$ 4,00 = 7.000 unidades (Ponto de Equilíbrio Financeiro em quantidade)

Se faz necessária a venda de 7 mil quadros anualmente para que a empresa alcance seu ponto de equilíbrio financeiro, ou seja, não obtenha lucro ou prejuízo. Se a venda de quadros ultrapassar o valor encontrado, sinal que a empresa está prosperando e obtendo lucros. Caso o volume de quadros vendidos seja menor, a companhia está tendo prejuízo e não está sendo capaz de se auto custear. Esse resultado também pode ser atingido em valor monetário, basta multiplicar as unidades pelo preço de venda de cada quadro.

O que podemos concluir?

Entendendo como funciona a análise do ponto de equilíbrio financeiro, é possível compreender antes mesmo de abrir um negócio se ele será viável e se vale o investimento. O ponto de equilíbrio financeiro também permite a verificação da quantidade de mercadoria necessária que deve ser vendida para manter a companhia de pé, sendo capaz até de encontrar e estabelecer o preço dos produtos ou serviços para tornar essa tarefa mais fácil.

Caso seja encontrado um ponto de equilíbrio muito alto, cabe ao sócio procurar alternativas: seja aumentar o preço de venda de seus produtos ou procurar fornecedores mais baratos. De qualquer forma, o PEF serve de norte para tomadas de decisões que são importantes para a saúde financeira de uma empresa, uma vez que diz respeito ao balanceamento entre custos e receitas.

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